A chuva caía impiedosa sobre as ruas de São Paulo, transformando as calçadas em rios improvisados e as pessoas em sombras apressadas sob guarda-chuvas precários. Elena Santos, com seus 19 anos recém-completados, corria como se sua vida dependesse disso. O cabelo castanho escuro, preso em um rabo de cavalo bagunçado, chicoteava o ar enquanto ela desviava de poças d'água. Em uma mão, carregava a mochila pesada com livros de anatomia e fisiologia; na outra, um copo de latte quente que havia pego n