Narrado por Theo
Naquela noite, o cheiro de ferrugem e abandono entrou pelas narinas como um soco. O armazém ficava na beira da marginal, camuflado entre containers e caminhões parados. Do lado de fora, era só mais um galpão esquecido. Por dentro... era um cemitério de almas vivas.
Miguel estava ao meu lado, disfarçado como um investidor de fachada. Eu, como segurança contratado. Um papel que já tinha virado segunda pele.
O Negão abriu a porta de ferro com um estalo pesado.
— Aqui estão os “pro