Elena Rossi
Acordei com o lado da cama frio e vazio. Mais uma vez. Passei a mão pelo lençol onde Hugo deveria estar e depois no lugar de Faína. Suspirei, sentindo o peito apertar. Fazia menos de vinte e quatro horas desde o acidente e minha vida já parecia um buraco sem fim.
Faína precisou me deixar mais uma vez. Ela saiu correndo para o aeroporto ainda de madrugada, após receber uma ligação urgente do pai. Zakhar e ele queriam falar com ela pessoalmente em Moscou. Antes de sair, ela me abraçou