271. Pós operatório
André
A sala de espera tinha cadeiras de couro azul-marinho que eu tinha memorizado em cada detalhe depois de horas sentado nelas.
O encosto tinha uma costura irregular do lado esquerdo. O chão era de porcelanato frio que eu sentia através do solado do sapato quando ficava parado demais. A máquina de café no canto fazia um barulho específico a cada quinze minutos, independente de alguém usar.
Eu sabia tudo isso porque era a terceira hora que estávamos ali.
A Laís estava ao meu lado, as mãos ent