16. Esclarecimentos
Cássio Ravelli
Saí do quarto sem responder à Aelyn.
A fala dela ficou ecoando na minha cabeça de um jeito que eu não consegui controlar. Aquela naturalidade ao falar em outra cama. Aquela certeza de que Branca continuaria ali. Como se já fosse parte da casa. Como se fosse óbvio.
Mas eu não dormi. Passei a madrugada inteira pensando naquela mulher. No choro. No nome que escapou da boca dela, enquanto dormia. Pedro.
Se ela tinha um filho… como podia estar ali? Como conseguia cuidar da minha filha daquele jeito, com tanta entrega, tanta presença? E aquele contrato. Todo riscado. Anotado com segurança demais para alguém que, teoricamente, deveria apenas aceitar o que eu impus.
Branca me escondia coisas. Mais do que eu gostava de admitir e meu faro de juiz me dizia, que não eram coisas simples. Por isso, assim que amanheceu, pedi para Glória, minha governanta, ficar com Aelyn e a levei até meu escritório.
Ela já estava trocada. Toda arrumada e profissional e não era nem oito da manhã. Que