Cinco dias.
Foi quanto tempo eu fiquei sem comida ou água. Meu estômago roncava pela milésima vez; meus ossos doíam, eu mal conseguia me manter em pé. Olhei pela pequena janela, observando os pássaros voarem.
Eu os invejava. Pelo menos eles eram livres.
Talvez eu morresse de sede e o deus da luz encontrasse outro ‘Escolhido’.
A porta estava destrancada, e Julia entrou, com uma bandeja de comida nas mãos. Minha boca salivou instantaneamente.
— Com fome? — Perguntou, e apesar de mim mesma, assenti