Laís
Naquela manhã, a ONG parecia um porto em véspera de tempestade: gente indo e vindo com caixas, cabos, pastas, banners; Nanda no centro de tudo, distribuindo tarefas com a firmeza de quem já atravessou muita maré. A decisão estava tomada: faríamos uma coletiva pública na escola municipal, aberta à imprensa e à comunidade. Não seria um grito, seria demonstração. Fato por fato, nota por nota.
— Lembrem-se — disse Nanda, batendo de leve na mesa —, holofote é só luz. O que sustenta é raiz. Tran