A reunião começou e eu estava ali sentada a tentar parecer a pessoa mais profissional do planeta, quando na verdade, a minha alma gritava num canto mental qualquer.
Ele estava mesmo ali, apenas dois lugares de distância. Lourenzo Villar. O homem que eu tinha beijado, tocado e sentido naquela noite que ainda queimava dentro de mim, era agora o meu CEO. E eu precisava, desesperadamente, de não parecer uma mulher que já tinha estado na cama dele.
Respirei fundo, sentindo o tecido do meu blazer estruturado como uma armadura que, de repente, parecia fina demais contra a minha pele sensível. Tentei endireitar as costas sem parecer que estava a fazer um esforço consciente para não desabar sob o peso do seu perfume, uma mistura de sândalo e notas metálicas, algo frio e caro que me transportava imediatamente para o couro dos bancos do seu carro.
Abri a minha pasta devagar, porque parecia que cada movimento do meu corpo tinha ganho uma consciência própria e traidora; os meus dedos tremiam lige