O sábado trouxe um silêncio que parecia anunciar uma tempestade. Deitada na penumbra do meu quarto em Sintra, eu só conseguia ver o olhar do Lourenzo. Aquele breve instante de reconhecimento na sala de reuniões tinha sido denso e perturbador. Seria possível que o destino nos tivesse pregado aquela partida, ou estaria eu a ver sinais onde só existia o choque de um reencontro impossível?
Suspirei derrotada, e arrastei-me para a cozinha. O café fumegava na caneca, mas eu nem lhe sentia o sabor. A