O sono veio de forma tranquila naquela noite, embalado pelo cansaço do dia e pela falsa sensação de normalidade que tentamos manter antes de apagar as luzes. O quarto estava silencioso, apenas o som suave da respiração de Rafael preenchia o espaço e, por mais que minha mente ainda estivesse inquieta, o corpo acabou cedendo.
Em algum momento da madrugada, no entanto, tudo mudou.
O sonho começou de forma sutil, quase inocente. Estávamos próximos, mais próximos do que costumávamos ficar durante o