Quando chegamos na casa dos meus pais, a movimentação na rua foi praticamente imediata. Bastou o carro parar para que alguns vizinhos surgissem discretamente nas portas e janelas, fingindo naturalidade enquanto claramente tentavam entender quem estava dentro daquele “carrão”.
Assim que desci, senti os olhares se voltarem diretamente para mim. Não demorou muito para que dona Gertrudes, vizinha da minha mãe há décadas e também seu desafeto oficial me chamasse com aquele jeitinho curioso que nunca