A luz da manhã entrava suave pelas frestas da cortina, e por um momento eu fiquei ali, imóvel, observando Laura dormir ao meu lado. O rosto tranquilo, os lábios entreabertos, os cabelos espalhados no travesseiro. Havia uma paz nela que mexia comigo de um jeito difícil de explicar.
Pensei em como tudo parecia improvável no começo — o casamento por contrato, os limites que ela sempre deixou tão claros, o medo visível de se entregar. E agora, ali estava ela. Na minha cama de adolescente. Na casa