Caminhei de um lado pro outro, tentando manter a calma, enquanto o Bernardo permanecia encostado na porta, me observando em silêncio.
— Abre a porta, Bernardo… por favor. Eu estou irritada, não quero conversar agora.
— Senta um pouco, Laura — ele pediu, com a voz baixa, quase um apelo. — Quando você estiver mais calma, eu te deixo sair.
Bufei, contrariada, mas acabei me jogando no sofá, cruzando os braços, como uma criança teimosa. Eu não queria estar ali, não queria falar, não queria sen