Acordei com o corpo pesado e a mente demasiado desperta, como se tivesse dormido apenas o suficiente para o corpo descansar, mas não o bastante para que a memória se apagasse. Durante alguns segundos permaneci imóvel, de olhos abertos, encarando o teto alto do quarto, enquanto imagens da noite anterior regressavam sem pedir licença. Não fragmentadas. Não confusas. Claras demais.
Lembrei-me do peso dele sobre mim, do silêncio carregado depois, do modo como o quarto tinha ficado suspenso naquele