O caos ainda dominava o porto.
Gritos ecoavam à distância.
Passos apressados cortavam o silêncio entre os contêineres.
Ordens eram dadas.
Mas tudo parecia distante.
Para Helena, nada daquilo existia.
O mundo dela estava ali.
Diante dos seus olhos.
Caído.
Ferido.
Sangrando.
Lorenzo.
— Fica comigo… — ela repetia, a voz quebrada.
Suas mãos pressionavam o ferimento com força, tentando conter o sangue que insistia em escapar entre seus dedos.
Era quente.
Desesperador.
Sem controle.
O coração dela ba