O galpão estava em silêncio.
Mas não era um silêncio comum.
Era pesado.
Urgente.
Quase sufocante.
Cada segundo que passava parecia mais alto do que qualquer som.
Como se o tempo estivesse gritando que eles estavam ficando sem chances.
Lorenzo estava deitado sobre a mesa improvisada.
O corpo imóvel.
Pálido.
A respiração fraca e irregular.
Como se cada vez que ele puxava o ar fosse uma luta.
O sangue ainda manchava sua roupa.
E o cheiro metálico preenchia o ambiente.
Helena sentia as mãos tremere