O vento vindo do mar era frio e constante, batendo contra o rosto de Lorenzo enquanto ele avançava pelo porto quase vazio.
Cada passo ecoava no chão de concreto.
Alto demais.
Sozinho demais.
Mas Lorenzo sabia.
Ele não estava sozinho.
Nunca esteve.
Seus olhos analisavam cada detalhe ao redor.
Contêineres empilhados.
Sombras entre as estruturas.
Espaços perfeitos para esconder homens armados.
Uma armadilha.
E mesmo assim…
Ele tinha vindo.
Porque não tinha escolha.
Porque Helena estava em risco.
E