O som do celular ecoou no quarto silencioso, quebrando a bolha de calma que envolvia Isadora. Ela vestia um robe acetinado cor creme e caminhava descalça pelo quarto, ainda sentindo o calor da última noite grudado na pele. O nome na tela, porém, congelou seu corpo. Um número desconhecido. Mas a voz... não. A voz era como uma agulha cravando memórias que ela lutava para enterrar.
— “Isadora?” — disse a voz masculina do outro lado, baixa, quase um sussurro — “Sou eu. Não desliga, por favor. Eu pr