211. Adeus
Nate Donovan
A manhã do velório começou antes do sol. Acordei sem ter dormido. Lúcia tinha adormecido por exaustão, os olhos inchados, a mão no meu peito como quem segurava uma âncora. Fiquei ali algum tempo, olhando o teto, tentando lembrar o que já tinha resolvido e o que ainda faltava.
Fiz a lista mental como quem respira: confirmar a capela, flores, missa de corpo presente, assinatura final da papelada do hospital, carro da funerária, café simples para a família. Tudo isso enquanto eu tenta