— Essa menina... — Victor murmurou, a voz baixa e carregada de uma suspeita fria que me fez estremecer.
Ele continuava com os olhos fixos na curva do corredor por onde Maya havia acabado de sumir, o corpo tenso sob o terno impecável. Parecia que o instinto de Victor, sempre alerta, havia detectado uma peça fora do lugar no segundo em que a garota correu.
— Ela tem medo de você, Victor — expliquei baixinho, tocando de leve no braço dele para trazê-lo de volta para mim. Ele virou o rosto devagar,