O amanhecer no hospital trouxe uma luz cinzenta e fria que atravessava as grandes vidraças da sala de espera VIP. Eu não tinha pregado o olho. Minhas roupas ainda carregavam a umidade da tempestade da noite anterior, e meus músculos doíam pelo cansaço e pela tensão acumulada. Mas o meu peito estava infinitamente mais leve: Lucas havia sobrevivido à cirurgia. Ele estava respirando com a ajuda de aparelhos na UTI de observação, estável, lutando como o guerreiro que sempre foi.
Eu estava sentada