A luz implacável da manhã cortava as frestas da cortina da cobertura do hotel, desenhando linhas douradas sobre o lençol bagunçado. Apoiei-me no cotovelo com cuidado, prendendo a respiração para não fazer o colchão ceder. Ao meu lado, Victor Sterling dormia.
Era uma visão quase perturbadora. Sem a armadura de CEO implacável que ele usava para enfrentar o mundo, sem o maxilar rigidamente travado e sem aquele olhar mel escuro que parecia ler meus segredos mais sombrios, ele parecia... desarmado.