Lucas estava parado a poucos passos de mim, os pés afundando na grama fofa do jardim. O rosto dele parecia uma máscara de cera – pálido, cansado, os olhos fundos queimando de raiva. A mala azul com a roda quebrada estava caída no chão, ao lado dele.
Ele só olhava para Victor.
E Victor olhava de volta.
O vento soprava. O céu escurecia. E eu não sabia o que fazer.
— Lucas — Victor falou primeiro. A voz saiu baixa, sem pressão, sem desafio. — Entra primeiro. Descansa. A gente conversa depois.
Luc