Eu olhei para ele.
Para o homem que mentiu sobre o nome. Que atirou em alguém. Que falava mandarim e transferia milhões como quem compra pão.
Para o homem que me cobriu com o cobertor quando eu disse que estava com frio.
Que perguntou sobre os remédios do Lucas.
Que me chamou de sua.
— Está de pé — respondi, a voz seca. — Mas não pense que isso muda alguma coisa.
Ele não respondeu. Apenas me olhou.
— Uma coisa — acrescentei.
— O quê?
— Se algum dia você mentir para mim de novo... eu juro por De