Eles sabem que ele está nessa cidade.
A frase ecoava na minha cabeça enquanto eu olhava para Victor. Ele tinha guardado o celular, o rosto fechado, a mandíbula tensa.
Eu não conseguia pensar direito. Meu cérebro parecia uma geladeira velha – ligava, desligava, fazia barulho, mas não servia pra nada.
Eles sabem. Estão perto. Sabem onde eu moro. Onde o Lucas mora.
O Lucas doente, desprotegido, dependendo de mim. E eu que o enfiei nessa situação.
Como eu vou sair dessa?
Eu não sabia. Não tinha pla