VICTOR STERLING (THEO)
TRÊS DIAS ATRÁS
A lan house cheirava a cigarro velho e desespero alheio.
Eu estava encolhido na última cabine, o capuz da jaqueta cobrindo metade do meu rosto, os dedos sujos de poeira e café. O dono nem olhou na minha direção quando entrei. Paguei em dinheiro. Não deixei rastros.
Estava foragido há quatro semanas.
Cinco cidades. Três identidades que não serviram para nada. A cada esquina, uma possível emboscada. A cada pessoa que chegava perto, um inimigo em potencial.
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