A voz de Maya atravessou a pedra fria como uma agulha fina perfurando a penumbra. Não era um grito; era um sopro quebrado, um som tão pequeno que quase se perdeu no ruído da tempestade lá fora. Mas para mim, soou como um trovão.
— Isa... tá muito escuro... eles me trancaram aqui... — O choro dela veio engasgado, denso pelo pavor de quem passara tempo demais afundada no isolamento daquele lugar. — Eles disseram... disseram que o Victor morreu...
Senti o meu coração dar um salto doloroso contra a