34. A Versão Que Já foi Minha
“Ettore Bianchi”
Observo Liz adormecida no assento ao lado, a cabeça levemente inclinada em minha direção. Ela respira suavemente, a expressão serena.
Parece tão tranquila agora, tão diferente da mulher tensa que embarcou há meia hora.
O avião balança com uma leve turbulência, fazendo-a se mover. Então, num gesto que me pega de surpresa, sua cabeça repousa sobre meu ombro.
Levanto a mão, instintivamente, para ajeitá-la e evitar que ela acorde com dor no pescoço, mas paro no meio do gesto.