Maia.
O auditório é uma caverna de sombras e veludo, com cheiro de cera de chão e os fantasmas de mil peças escolares ruins. Não.
Lá no palco, o pódio se ergue como um sentinela solitário. Estou no centro dos bastidores, escondido pelas pesadas cortinas pretas, observando as partículas de poeira dançarem sob o único holofote que ilumina o palco. O ensaio da formatura terminou há uma hora. Os formandos estão comemorando, o corpo docente está em um jantar de confraternização e a escola deveria es