Mundo ficciónIniciar sesión5
Maia.
Os portões de ferro da entrada da garagem do diretor Vance se fecham com um rangido atrás do meu carro velho.
A casa dele é exatamente como eu imaginava: uma fortaleza moderna de vidro e aço, escondida nas colinas, cercada por árvores que funcionam como uma muralha contra o resto do mundo. Estou sentada no banco do motorista, com as mãos tremendo no volante, encarando a porta da frente.
Eu não deveria estar aqui. “Aulas de reforço para ganhar pontos extras” foi a desculpa que dei para minha mãe, mas nós duas sabíamos que eu não ia ficar olhando para um livro didático.
Desligo o motor. O silêncio que se segue é ensurdecedor. Estou usando um sobretudo por cima de uma combinação de seda — sem sutiã, sem calcinha. Exatamente como ele gosta. Respiro fundo, o cheiro dos bancos de couro e do meu próprio suor nervoso preenchendo o pequeno espaço, e saio do carro.
A porta da frente se abre antes mesmo de eu chegar à varanda.
Adrian está parado ali, encostado no batente da porta. Ele trocou o terno por uma calça de moletom cinza-escura e uma camiseta preta justa. Ele está diferente sem a gravata. Parece mais jovem.
“Você está atrasada, Maya”, diz ele, com a voz grave e rouca, uma vibração que me atinge em cheio.
“O trânsito estava um inferno”, minto, passando por ele e entrando no saguão.
A casa tem o cheiro dele — cedro e café caro, misturados com algo metálico e forte. O chão é de concreto polido, a arte nas paredes é abstrata e sombria. Parece uma gaiola, mas uma gaiola bonita.
“Não me importo com o trânsito”, diz ele, fechando a porta e trancando-a. O clique da tranca ecoa pelo teto alto. Ele se vira para mim, com os olhos escuros e indecifráveis. “O que me importa é que eu te dei um horário e você o ignorou. Parece que seus maus hábitos de aluno não se restringem à sala de aula.”
“O que você vai fazer? Me dar outra detenção?” Eu desafio, aproximando-me até conseguir ver a pulsação fraca saltando em sua mandíbula.
“Não”, ele sussurra, estendendo a mão para agarrar a lapela do meu casaco. Ele o tira dos meus ombros, deixando-o cair no chão. Olha para a combinação de seda, o olhar demorando-se na forma como meus mamilos já estão rígidos contra o tecido. “Vou te ensinar uma lição de disciplina doméstica.”
Ele não espera por uma resposta. Agarra minha mão, com um aperto firme e possessivo, e me conduz pela escada flutuante até o quarto principal.
O quarto é dominado por uma enorme cama king-size com lençóis cor de carvão. A parede oposta é inteiramente de vidro, com vista para o vale, mas as cortinas estão abertas. Sinto-me exposta, embora saiba que ninguém nos pode ver.
“Tire a roupa”, ordena ele, sentando-se na beira da cama.
Hesito por um instante. A dinâmica de poder mudou. No escritório, eu me sentia como se estivesse ganhando um jogo. Aqui, na casa dele, sinto que finalmente estou percebendo a dimensão do perigo com o qual tenho brincado.
Estendo a mão para as alças da minha combinação. Deslizo-as para baixo, a seda formando uma poça aos meus pés. Estou ali, completamente nua sob o luar, minha pele pálida e trêmula.
“Olhe para mim, Maya”, diz ele.
Eu olho. Ele me observa com uma fome quase assustadora. Ele não se move. Apenas observa o jeito como meu peito sobe e desce, o jeito como minhas coxas se pressionam instintivamente.
“Venha aqui.”
Caminho em sua direção, com os joelhos pesados como chumbo. Quando estou a centímetros de distância, ele estende a mão e agarra meus quadris, puxando-me para o vão entre suas pernas. Suas mãos são grandes, os polegares cravando na carne macia da minha cintura.
“Você foi uma aluna muito difícil esta semana”, ele murmura, seus lábios roçando minha barriga. “Desrespeitosa. Carente. Sempre buscando uma reação.”
“Eu consegui um, não consegui?” Eu sussurro, meus dedos se enroscando em seus cabelos escuros.
“Você fez.”
Ele desliza as mãos até minha bunda, os dedos cravando no músculo enquanto me levanta e me coloca no colo. Envolvo minhas pernas em sua cintura, o tecido áspero da calça de moletom contrastando fortemente com o calor úmido e pulsante entre minhas pernas. Sinto a rigidez do seu membro sob o tecido, pulsando contra minha entrada.
“Por favor, Adrian,” imploro, deixando minha cabeça cair para trás enquanto ele começa a morder a base do meu pescoço.
“Ainda não.”
Ele move a mão, os dedos encontrando meu clitóris. Não vai rápido. Usa um movimento circular lento e rítmico, o polegar pressionando firmemente a carne inchada. Estou vibrando, meu corpo arqueando contra ele, meus gemidos ecoando no quarto silencioso.
“Você quer isso? Você quer ser arruinada na minha cama, Maya?”
“Sim! Com certeza!”
Ele se levanta, me erguendo como se eu não pesasse nada. Me j**a na cama, os lençóis cor de carvão gelados contra minhas costas. Ele não se despe — apenas abaixa a calça de moletom, seu pau saltando para fora, grosso, duro e já brilhando.
Ele rasteja por cima de mim, seu peso me prendendo ao colchão. Ele não me beija. Apenas segura meus pulsos e os prende acima da minha cabeça com uma das mãos.
“Olhe pela janela, Maya”, ele rosna, com a voz baixa e animalesca. “Olhe para o mundo ao qual você está dando as costas.”
Observo o vale escuro, as luzes distantes da cidade, e então o sinto.
Ele me penetra com uma estocada profunda e implacável. É ainda melhor do que no baile de gala — a cama é macia, o quarto está silencioso e ele não está se contendo. Ele inicia um ritmo forte e impiedoso, seu peito se chocando contra o meu, o som de sua respiração ofegante ressoando em meu ouvido.
“Você é minha”, ele ofega, suas mãos se chocando contra meus quadris enquanto me penetra. “Minha pequena aluna arruinada. Você gosta de ser usada assim? Você gosta de ser meu segredo?”
“Eu adoro isso”, gemo, com a voz embargada. “Eu adoro ser sua.”
A conversa obscena é a gota d’água. Estou tremendo, minha visão embaçada por uma névoa de luar e seda cor de carvão. O clímax me atinge como um trem desgovernado, um espasmo violento e rítmico que me faz agarrar a ele como a uma tábua de salvação.
Adrian não diminui o ritmo. Ele desfere mais cinco estocadas profundas e intensas que fazem minha cabeça bater com força no travesseiro antes de soltar um rugido gutural e me preencher. Ele permanece enterrado fundo, seu peito arfando contra o meu, seu pulso acelerado.
Ele finalmente se retira, o som úmido ecoando no silêncio do quarto. Ele não olha para mim enquanto veste novamente a calça de moletom, seus movimentos retornando àquela precisão calma e profissional.
“O quarto de hóspedes fica no final do corredor”, diz ele, com a voz fria e firme mais uma vez. “Espero que você esteja pronto para a viagem de volta às 6 da manhã.”
Eu o encaro, meu coração ainda acelerado, meu corpo ainda vibrando. “É só isso?”
Ele sorri de forma sombria e perversa. “A lição acabou por hoje, Maya. Vá dormir.”







