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Sloane.
A chuva batia implacavelmente, num tamborilar rítmico, contra a claraboia da minha casa, transformando a sala de estar num santuário escuro e alagado. Leo estava a salvo numa festa do pijama do outro lado da cidade, deixando a casa estranhamente silenciosa pela primeira vez em meses. Eu estava encolhida no sofá com uma taça de vinho tinto intocada, olhando para as luzes desfocadas da rua através da janela, quando a campainha tocou.
Nem sequer olhei pelo olho mágico. Soube instantanea