Não lembro de ter caído no sono.
Lembro de deitar naquela cama enorme, no quarto que Dante disse ser "meu" — como se eu tivesse um lugar ali, como se pertencesse àquele mundo. Lembro de ficar olhando para o teto, o celular esquentando na minha mão, a tela escura teimando em não iluminar com nenhuma notícia.
André. O hospital. O atirador. Valéria. Helen. Os Magnelith.
Os nomes giravam na minha cabeça como uma dança macabra, cada um puxando um fio de uma teia que parecia não ter fim. Eu deveria e