— Qual é o problema? — a voz de Dante ecoou no carro, baixa, mas cortando o silêncio como uma faca.
Virei-me para ele. Ele não estava mais olhando para a estrada. Seus olhos estavam completamente voltados para mim pelo retrovisor. A intensidade daquele olhar me tirou o fôlego.
— É o hospital. Minha avó acordou. Eu posso visitá-la agora, mas… — engoli seco, meus olhos piscando rapidamente para Eva e de volta para ele. Não precisava terminar a frase. Ele sabia. O contrato estava entre nós como um