O tribunal cheira a madeira encerada e medo.
As paredes são altas, escuras, cobertas por pinturas de juízes antigos que parecem me observar. O teto tem vitrais que deixam entrar uma luz colorida, manchando o chão de mármore em tons de azul e vermelho. As arquibancadas de madeira estão lotadas — jornalistas, curiosos, famílias. O ar está pesado, carregado de expectativa.
Sento ao lado de Dante. Minhas mãos estão frias. Ele segura uma delas por baixo da mesa, os dedos entrelaçados.
— Você está ne