MARCY
— Eu também te amo.
As palavras saíram antes que eu pudesse pensar. E então, o silêncio.
André ficou imóvel.
Os olhos castanhos, marejados, se arregalaram. A boca se abriu, mas nenhum som saiu. As mãos, que estavam nos meus ombros, apertaram — um aperto que não era de dor, mas de algo que não sabia nomear.
— O quê? — A voz dele saiu um fio. Um sopro. Uma pergunta que ele já sabia a resposta, mas precisava ouvir de novo.
— Eu te amo, André. — Apertei a mão dele. — Exatamente como você fal