MARCY
O celular vibra na mesinha de cabeceira.
São dez da noite.
Pego o aparelho com mãos trêmulas, o coração já acelerado antes mesmo de ler. A luz da tela ilumina o quarto escuro como um alerta.
André: Marcy. Preciso de você.
O ar some dos meus pulmões. Sento na cama, o frio percorrendo minha espinha.
Respondi: Onde você está? Aconteceu alguma coisa?
Os minutos passam. Cinco. Dez. Quinze. O silêncio do quarto parece crescer a cada segundo que a tela permanece escura.
Ligo. A chamada vai para