O hospital está silencioso quando Dante chega.
Estou na entrada há minutos — ou horas, não sei mais. As portas automáticas se abrem e fecham, deixando sair pessoas que não conheço. Minhas mãos estão frias. Meu coração, acelerado. Inês ficou com a vovó depois dos exames novos do meu pai, descansando. Ela não sabe para onde vou. Ninguém sabe.
Dante para o carro em frente. Desce. Os faróis ainda acesos recortam sua silhueta contra a noite. Seus olhos encontram os meus.
— Pronta? — pergunta.
— Pron