DANTE
A mansão da minha mãe nunca pareceu tão fria.
O portão se abre com aquele zumbido eletrônico que conheço desde criança. A entrada de mármore polido reflete nossa silhueta — eu e Elara, de mãos dadas, prontos para enfrentar o que vem. O jardim está impecável, como sempre. As flores que minha mãe manda plantar e nunca toca. Tudo perfeito. Tudo vazio.
— Você está pronta? — aperto a mão de Elara.
— Não. — Olho para ela. — Mas vamos.
A porta se abre antes que eu bata. A governanta nos recebe c