O dia amanheceu dourado.
Pelo menos é assim que parece quando abro os olhos no apartamento da vovó. O sol entra pelas cortinas de crochê, desenhando formas no chão de madeira. Lá fora, os pássaros cantam. A cidade ainda está acordando.
Mas dentro de mim, tudo já está desperto.
Levanto-me devagar. A casa está silenciosa. A vovó e Inês devem estar dormindo depois da noite de conversas. Vou para a cozinha, preparo o café. Os gestos são automáticos, mas a mente está longe.
Hoje. Hoje meus pais vão