A estrada de Montara de volta pra casa se estende infinita diante de nós.
No banco de trás, Inês dorme. Os médicos deram alta ontem, com uma lista interminável de recomendações: repouso, medicação, acompanhamento psicológico, exames periódicos. Ela ainda não fala, mas os olhos... os olhos agora têm vida. Têm esperança.
Dante dirige em silêncio, uma mão no volante, a outra na minha. O aperto é firme, quente, presente.
— Você tá pensando no que? — pergunto.
— Em tudo. — Ele sorri, cansado. — No R