Ela está ali.
Minha mãe.
Sentada na beira de um barraco de madeira podre, com roupas rasgadas e cabelos embaraçados. Seus olhos verdes — meus olhos — me encaram com uma mistura de incredulidade, medo e uma esperança tão frágil que dói.
Ela não consegue falar.
Tentou. Eu vi. A boca se abriu, os lábios se moveram, mas nenhum som saiu. Apenas um ruído rouco, abafado, como se as palavras tivessem morrido dentro dela há muito tempo.
Dante está ao meu lado, silencioso, respeitando o momento. Seus olh