ANDRÉ
O carro de Dante corta o trânsito da cidade com a precisão de quem conhece cada atalho, cada desvio. Eu vou no banco do passageiro, os olhos fixos na paisagem que passa, mas sem ver nada.
A clínica se aproxima a cada quilômetro. E com ela, o fantasma que preciso enfrentar.
— Nervoso? — Dante pergunta, sem tirar os olhos da estrada.
— Sim. — Não adianta negar. — E não sei se é do jeito certo ou do jeito errado.
— Não tem jeito certo ou errado para isso, André. Só tem o jeito que você sent