A mão de Dante ainda está na minha, mas o ar no quarto mudou.
Helen nos observa da cama, os olhos vermelhos, o rosto marcado por lágrimas recentes. Há algo na forma como ela nos olha — não é só ódio, não é só mágoa. É cansaço. Um cansaço profundo, de quem lutou batalhas demais e perdeu todas.
— Vocês podem, por favor, não fazer isso na minha frente? — A voz dela é um fio, mas cada palavra corta. — Não aqui. Não agora.
Solto a mão de Dante imediatamente, como se o toque queimasse. Meus olhos enc