DANTE
O corredor do hospital parece mais longo do que antes.
Nossos passos ecoam no chão de linóleo, mãos dadas, mas cada um perdido em seus próprios pensamentos. Elara aperta meus dedos de vez em quando, como se precisasse ter certeza de que estou aqui. Eu aperto de volta, um código silencioso entre nós.
Estou aqui. Estamos juntos. Vai ficar tudo bem.
Mas não sei se vai.
A mente é um turbilhão. As palavras de Helen ainda ecoam: não era pra ter morrido... só assustar... E agora André. Acordado.