DANTE
A ambulância desaparece na esquina, mas o som da sirene ainda ecoa dentro de mim.
Eva está agarrada ao meu pescoço como se eu fosse o único porto seguro no meio do furacão. Seu corpinho treme contra o meu, e eu sinto cada batida acelerada do seu coração colada ao meu peito. Envolvo-a com mais força, passo a mão em seus cabelos loiros, murmuro palavras sem sentido — tá tudo bem, papai está aqui, ninguém vai machucar você — enquanto na verdade estou tão perdido quanto ela.
Entramos no carro