Seis meses depois.
— Está pronto para ir para casa? — Carmem me perguntou, enquanto entrava no meu quarto. Sua voz sempre me fazia sorrir, seu timbre era calmo e acalentador, igual de uma avó feliz em ver o neto.
A voz dela me tranquilizava, mesmo que por pouco tempo.
— Não vejo a hora! — Respondi eufórico e só então percebi o quão ansioso estava para sair dali.
— Precisa de ajuda? — Ela perguntou enquanto se colocava ao meu lado.
Levantei levemente a cabeça e neguei, sorrio para ela q