Oito anos antes...
A última coisa que eu vi, foram os olhos dele. Do meu irmão caçula, me agarrando e me implorando para não morrer.
Senti suas lagrimas me molhando o rosto, conforme meu corpo se desligava de tudo e a escuridão me sugava para longe.
Pensei que seria meu fim, que nunca mais veria meu irmão, ou a minha mãe e até mesmo o patife do meu pai.
Mas, quando acordei num galpão, frio e úmido, jogado as traças pensei que estava no inferno.
Que ali seria o meu purgatório.
Mas