Ainda não era manhã.
A noite resistia, espessa, como se a lua se recusasse a ceder o céu ao dia. A floresta estava imóvel demais — não o silêncio pacífico que Kael conhecia desde sempre, mas um silêncio tenso, como se cada árvore estivesse atenta, esperando para decidir de que lado ficaria quando o mundo se partisse.
Kael avançava entre as sombras com passos calculados, o corpo inteiro em alerta.
Líria estava em seus braços.
Pesava menos do que deveria. Leve demais para alguém que carregava