Otávio Guerra estava sentado na recepção do hospital.
Celular na mão, trabalhando enquanto esperava.
Ele lia, respondia, aprovava, delegava… como um corpo em modo automático.
Por dentro, era um caos.
A cada dois segundos, a imagem de Lilly desmaiando voltava como um filme repetido.
E agora…
Agora ela estava grávida.
A única palavra que fazia sentido na cabeça dele era:
Feto.
Filho.
Filho dele.
Otávio sempre soube que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. Era uma cláusula do acordo.
Mas a n