Quando Lilly acordou naquela manhã, foi como se o beijo ainda estivesse ali.
Não era lembrança difusa. Era físico. A pressão fantasma dos lábios de Otávio nos dela, o calor, a urgência interrompida. Abriu os olhos devagar, encarando o teto de madeira do quarto em Santa Barbara, e fechou-os outra vez, irritada consigo mesma.
Otária, pensou.
Desejava-o. Desejava de um jeito que não combinava com a versão racional e prática que ela insistia em sustentar. E o pior era saber disso com clareza,